Perfil das trabalhadoras e trabalhadores do comércio popular de rua da Avenida Conde da Boa Vista

Com a iminência do começo das obras de requalificação da via e expectativa de retirada dessa atividade de lá, questionamos se a Prefeitura do Recife estava ciente do impacto social de tal remoção e se tinham algum plano para remanejar essas pessoas trabalhadoras.
Nunca obtivemos essa resposta oficial e em parceira com o Sindicato de Trabalhadoras e Trabalhadores do Comércio Informal (SINTRACI), com a assessoria metodológica da sociologia, decidimos produzir esses dados.
Mais detalhes
Conduzimos uma pesquisa censitária, com todas e todos que trabalham na avenida e nas ruas do entorno, e identificamos que mais de 300 famílias dependem integralmente da atividade comercial e que a possível remoção acarretaria em um desprovimento massivo. Confira aqui
Além disso, identificamos também que o desordenamento que a Prefeitura com seu projeto visava combater, também não era agradável para quem trabalhava nas ruas e que era de interesse de todas e todos a elaboração de uma solução que pudesse organizar melhor o espaço público.
Como um desdobramento da pesquisa, conseguimos articular uma parceria com a Universidade Católica de Pernambuco, que desenvolveu uma oficina de trabalho específica para criar mobiliários urbanos específicos que pudessem ser instalados na via, que oferecessem uma melhor organização e que fosse capaz de contribuir com a permanência de grande parte dessas comerciantes em suas atividades. 
 A pesquisa e o resultado da oficina foram apresentados à gestão municipal na Audiência Pública “A Situação do Comércio Informal na Avenida Conde da Boa Vista”, promovida por nosso mandato na Câmara Municipal do Recife e, como conquista, os mobiliários desenvolvidos foram incorporados ao projeto oficial de requalificação da via e 100 quiosques já foram licitados e estão para ser instalados. 
 
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