Acessibilidade Atitudinal e Cidadania em debate na Câmara Municipal do Recife

August 28, 2018

Marcando a Semana Municipal da Pessoa com Deficiência, realizamos na última quinta-feira (23) a Reunião Pública sobre Acessibilidade Atitudinal e Cidadania.

 

 

Na luta pela acessibilidade universal, que contempla a supressão de barreiras físicas, comunciacionais e atiitudinais, a atitudinal é a mais invibilizada e é a que mais demanda das pessoas. Falar sobre acessibilidade atitudinal passa muito pelo despertar de noções de cidadania, bem estar coletivo, vida em sociedade e reconhecimento de privilégios. 


Impacta diretamenta na tomada de consciência dos impactos causadas por nossas pequenas ações e descuidos na nossa relação com a diversidade. 

 

 

 

A discussão foi conduzida por Michell Platinni, membro da equipa do nosso mandato e pessoa com deficiência visual. Ele sempre nos traz a importância das pessoas com deficiência ocuparem lugares de visibilidade, com a maior autonomia possível. Leilane Coutinho, Mirela Correia, Juliana Penha e Tiago Saúde participaram da discussão e compartilharam suas experiências como pessoa com deficiência visual, pessoa surda, mãe de criança com deficiência e pessoa com mobilidade reduzida. 

 

 

 

Leilane Coutinho começa sua fala expondo o conceito de pessoa com deficiência, e como o processo de exclusão retira possibilidades de desenvolver suas liberdades. Leilane explica a acessibilidade atitudinal como algo que devia ser a regra na nossa sociedade, e não exigir que a pessoa com deficiência se adeque aos espaços não-acessíveis.

 

Juliana Penha fala de sua vivência como mãe militante de uma criança com deficiência, barreiras e preconceitos são impostos. Acessibilidade atitudinal é questão democrática e que os direitos humanos das pessoas com deficiência são roubados, negados e escondidos. 

 

Tiago Saúde cita como os olhares e impaciência das pessoas nas ruas concretiza a ideia de que a sociedade brasileira não está pronta para conviver com pessoas com deficiência. Ele reivindica em sua vida pessoal e em sua militância,  ser tratado como qualquer outro cidadão. Ser conhecido como Tiago, não como ‘’o cadeirante’’.

 

Mirela Correia, representando as pessoas surdas, diz que precisamos pensar sobre o termo ‘’acessibilidade atitudinal’’. Ela fala de como as pessoas surdas conseguem sim viver suas vidas normalmente. Perguntas de como ‘’você pode casar?’’, que dialogam diretamente com o  preconceito e com o capacitismo que reforçam a ideia errada de que pessoas com deficiência não podem viver de forma independente e autônoma.

Mirela está cursando seu doutorado e faz de si mesma um exemplo de que a população surda não precisa limitar sua cidadania.


Foi uma aula de cidadania, e o mandato da gente tem grande honra e felicidade de poder dar as boas vindas às pessoas com deficiência e acolhe-las dentro da casa do Povo.

 

 

 

Para a ocasião, foi desenvolvida uma breve cartilha para contribuir com a discussão sobre a importância de superarmos socialmente a Acessibilidade Atitudinal no nosso cotidiano. 

 

Você acessa aqui: https://issuu.com/ivanmoraespsol/docs/cartilha_acessibilidade_digital/4

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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