Em audiência pública na Câmara, Paço do Frevo se compromete em melhorar a acessibilidade

February 16, 2019

 

 

O frevo rasgado da orquestra de músicos chamou a atenção de quem passou pelas imediações da Câmara Municipal do Recife na manhã do dia 7. Em alguns instantes, aconteceria, lá dentro da Casa José Mariano, a audiência pública convocada pelo mandato Ivan Moraes (PSOL) e aprovada pelo plenário do Legislativo. A solicitação atendeu a uma demanda do Coletivo do Frevo, grupo organizado de pessoas com trajetórias ligadas ao patrimônio cultural imaterial que deseja debate-lo o ano inteiro.

 

 

 

A administração do Paço do Frevo se dispôs a agendar uma reunião, com o mandato, para debater a acessibilidade comunicacional e arquitetônica do equipamento. O compromisso foi assumido na audiência. O encontro já tem data marcada. Será na terça-feira (19), às 9h30, no imóvel onde funciona o Paço, no Bairro do Recife, em frente à Praça do Arsenal. O mandato será representado pela assessoria técnica, com Michell Platini e Aluizio Câmara.

Desde novembro do ano passado, quando o equipamento de promoção e defesa do frevo passou a funcionar de forma precária e horário reduzido, em virtude do fim da vigência do contrato com a prefeitura, o mandato Ivan Moraes fez três vistorias no Paço com a assessoria técnica.

 

Uma das visitas foi exclusivamente para avaliar a acessibilidade do equipamento. O relatório do trabalho de fiscalização foi lido na audiência e entregue a Ricardo Piquet, representante do Instituto de Desenvolvimento e Gestão (IDG), organização social que gerencia o Paço por meio de um novo contrato firmado com o município.

Na sua apresentação, Piquet não detalhou como são investidos e gastos os recursos do Paço. Pelo contrato, o IDG receberá R$ 6,2 milhões para gerencia o espaço por dois anos. O Coletivo do Frevo, grupo de pessoas que se mobilizou para cobrar da prefeitura uma melhor valorização do patrimônio cultural imaterial, quer discutir também como são gastos os recursos à disposição do equipamento.

 

“O contrato se encerrou em novembro, depois de cinco anos em vigor (mesmo tempo do Paço). E nós, do IDGm tivemos que sair do espaço e a Fundação de Cultura assumiu temporariamente a gestão, enquanto a gente acertava os termos do novo contrato, assinado em 13 de janeiro”, explicou Piquet. O Paço fica no Bairro do Recife, num imóvel em frente à Praça do Arsenal.

 

 

 

A Escola do Frevo, vinculada à prefeitura e localizada na Avenida Norte, também saiu do encontro com o encaminhamento de estudar melhorias na acessibilidade na infraestrutura da unidade e formas de descentralizar o ensino oferecido, levando-o para outras áreas da cidade.

 

A Fundação de Cultura do Recife, representada na audiência por Iana Marques em função da ausência do presidente Diogo Rocha, também saiu da audiência assumindo o encaminhamento de mediar, junto à Secretaria de Educação, um encontro para discutir como elevar a valorização do frevo nas escolas da rede pública municipal. 

 

 

Por conta da licença médica do vereador Ivan Moraes no dia 7, a audiência foi presidida pelo vereador Rinaldo Júnior (PRB), líder da oposição até o ano passado.

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